Toyotomi Hideyoshi

De Ooshin
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Retrato de Toyotomi Hideyoshi, pintado em 1601.

Toyotomi Hideyoshi (02 de fevereiro de 1536 ou 26 de março de 1537 - 18 de setembro de 1598) foi um daimiô do Período Sengoku que unificou o Japão. Ele sucedeu seu antigo senhor feudal, Oda Nobunaga, e trouxe um fim ao Período Sengoku. Hideyoshi é considerado como o segundo "grande unificador" do Japão, após Oda Nobunaga e antes de Ieyasu Tokugawa.

Hideyoshi nasceu em uma família sem nenhuma ascendência importante no Japão e, ao longo da vida, de forma improvável (de acordo com a hierarquia social da época), conseguiu se estabelecer como o líder mais importante de sua época. No início de sua vida trabalhou em ofícios sem grandes destaques, e passou a ascender socialmente após começar a prestar serviços a Oda Nobunaga, um dos mais poderosos daimiô da época.

Além de ser conhecido por ter sido um dos maiores responsáveis pela unificação do Japão, e por consequência pela pacificação do país durante um tempo; também é lembrado por ter deixado uma grande herança cultura ao país. Durante sua proeminência como daimiô, foi um grande incentivador das belas artes no Japão, tendo sido um dos grandes responsáveis pela ascensão da cerimônia do chá, por exemplo.

Toyotomi Hideyoshi é uma das conhecidas encarnações passadas de Meishu Sama, constando tal informação de forma expressa nos Ensinamentos.

Toyotomi Hideyoshi sob a perspectiva de Meishu Sama[editar]

Segundo consta nos Ensinamentos de Meishu Sama, Toyotomi Hideyoshi foi um notável incentivador das artes no Japão. Uma de suas principais caraterísticas era o seu fascínio pelas belas artes, tendo compreendido a arte ainda em sua juventude. Por ter tido um início de vida humilde, sua compreensão e fascínio pelas artes ainda quando jovem era algo que lhe diferenciava das demais pessoas.

No decorrer de sua vida, seu amor pelas belas artes permaneceu sendo uma das principais marcas de sua personalidade. Com sua ascensão social, e consequentemente o aumento de sua capacidade financeira, Hideyoshi conseguiu alcançar seu desejo de investir de forma ardente para o florescimento das belas artes japonesas. Como exemplo disto, temos a construção do exuberante Castelo Momoyama e o impulso dado à cerimônia da chá.

Ainda no tocante a outras peculiaridades da personalidade de Hideyoshi, Meishu Sama afirma que ele atingiu o saber das coisas e afirma ainda que sua caligrafia era de razoável beleza, digna de nota.

Referências nos Ensinamentos de Meishu Sama[editar]

Os trechos abaixo são apenas algumas referências sobre o tema que encontramos nos Ensinamentos de Meishu Sama. Para encontrar uma lista mais ampla de Ensinamentos sobre o tema, procure na página da categoria.


"O SABER DAS COISAS

Creio que, em japonês, não há expressão de sentido mais profundo e sutil do que "mono o shiru" (o saber das coisas). Considero-a de difícil interpretação, por isso vou tentar esclarecê-la o melhor possível.

Analisando essa expressão, vemos que ela significa experimentar ilimitadamente tudo que existe no mundo, penetrar, captar a essência das coisas e exprimi-la de alguma forma. Ou melhor, descobrir o segredo de medir a ação e as conseqüências de determinado problema. Ao contrário, se alguém exibir teorias infantis, agir levianamente ou praticar ações sem perceber a censura e o desprezo dos outros, significa que não tem visão nem saber das coisas. Pertence ao grupo daqueles que se costuma chamar de imaturos, infantis ou grosseiros.

Esclarecido é quem possui vasto saber. Por aí vemos quão grande é o número de homens imaturos que não possuem esse saber das coisas, inclusive entre os homens públicos. Eles procuram exagerar e fazer alarde de questões insignificantes, sem se dar conta de que estão atraindo o desprezo dos esclarecidos. Seu comportamento nada mais é que a demonstração de sua própria inferioridade. Tais indivíduos são, infalivelmente, umas nulidades, homens de conceitos restritos (Shojo).

A eficiência e o crédito são sempre prejudicados pela ação dessas criaturas medíocres, empenhadas somente em elevar sua própria fama. Certamente é por causa de tantos elementos sem maturidade que não se consegue chegar a conclusões e resoluções mais rápidas nos debates políticos de hoje. Se a maioria fosse esclarecida, seria fácil um acordo. O problema é que os esclarecidos se retraem no silêncio, por detestarem discutir com gente teimosa. Os imaturos aproveitam essa oportunidade para se exibir, desejando tornar-se famosos, e a fama aumenta sua probabilidade de serem eleitos, por ocasião das eleições. Sendo assim, os menos esclarecidos representam a maioria, e os esclarecidos, a minoria. Uma prova disso é o fato e a necessidade de se passar longo tempo discutindo um problema - às vezes de somenos importância - para se encontrar uma solução.

Mas a verdade é que, apesar de os homens mais esclarecidos aparecerem menos, por serem modestos, suas opiniões acabam sempre triunfando. E isso não se limita ao mundo político. É natural, em todos os setores da sociedade, que aqueles que são conhecidos pela sua competência sejam homens relativamente esclarecidos.

Até aqui me referi à parte moral. Passarei, em seguida, para o campo da Arte, que eu considero o melhor meio para explicar o presente assunto, já que a maioria dos homens esclarecidos são, ao mesmo tempo, dotados de senso estético muito elevado.

Exemplifiquemos, primeiramente, com o príncipe Shotoku, cujo vasto conhecimento sobre a cultura budista, principalmente na parte artística, ninguém poderá deixar de reconhecer. Temos a prova disso no Templo Horyuji e em outras construções, que ainda conservam o esplendor da sua magnificência. A sua famosa "Constituição dos 17 Artigos" pode ser considerada a base da lei japonesa.

Também podemos citar Yoshimassa Ashikaga, que, embora tenha sido muito criticado em outros setores, na parte artística deixou-nos uma obra notável. Além de construir o Templo Guinkakuji (Pavilhão de Prata), foi apreciador da arte chinesa, tendo colecionado objetos artísticos das eras Sung e Ming. Incentivou grandemente a arte japonesa, e as obras raras e valiosas criadas por sua iniciativa, conhecidas como "Obras preciosas de Higashi-yama", ainda hoje deleitam o nosso senso artístico. Seu trabalho é realmente digno de louvor.

A maior honra, no entanto, desejamos conferir a Hideyoshi Toyotomi (unificador dos feudos, no ano de 1573). Ao lado de sua exuberante criação artística, intitulada "Momoyama", devemos salientar o brilhante impulso dado por ele à arte da Cerimônia do Chá - cuja existência, até então, era obscura - protegendo Rikyu Senno, mestre da referida arte, naquele século. Graças a ele, houve um rápido desenvolvimento da cultura artística, e gênios e grandes mestres surgiram uns após outros. Não fazem exceção Enshu Kobori e Chojiro, o gênio da cerâmica. Este, como Ashikaga, além de obras japonesas e chinesas, colecionou famosos objetos artísticos da Coréia, dando um novo impulso à cerâmica no Japão. Devemos lembrar, aqui, a existência de Koetsu Honnami. Ele foi pintor e calígrafo notável, tendo criado uma nova modalidade de "makiê" (arte que utiliza laca e madrepérola); na fabricação de cerâmicas, foi inimitável, graças à sua originalidade e versatilidade. Sua maior contribuição, que ele próprio não previra, foi ter influenciado, cem anos após seu falecimento, o famoso mestre Korin Ogata, expoente máximo do Japão no setor artístico, o qual foi admirador de Koetsu e o superou, conquistando grandiosa fama. Também não podemos omitir os oleiros Ninsei e Kenzan. Desta corrente surgiu Hoitsu, que se fez notar, também, pela sua habilidade artística.

A grandeza de Hideyoshi Toyotomi reside no fato de ter compreendido a Arte ainda na mocidade e colecionado obras-primas, o que não deixa de ser algo surpreendente, dado que ele era filho de lavrador. Geralmente, além de crescer sob condições favoráveis, ou melhor, na classe acima da média, é necessário um grande esforço para se atingir o nível do "saber das coisas". Hideyoshi, portanto, é de fato um homem extraordinário, pois atingiu esse nível apesar de sua origem humilde e de ter vivido continuamente em campos de batalha.

(...)"

O trecho acima consta da publicação "Rokan – Alicerce do Paraíso – Arte", editada e publicada pela vertente Igreja Messiânica Mundial do Brasil.


"O HERÓI DO BEM E O HERÓI DO MAL

Desde tempos antigos, em cada época, em cada povo, existiram muitos heróis, homens extraordinários, santos, sábios, mas quando examinamos friamente as proezas dessas pessoas brilhantes, no geral, existem dois tipos. Primeiramente um dos tipos levanta o olhar das pessoas, que são o tipo de heróis e homens extraordinários que deixaram grandes proezas que ficam marcadas na História, e a maioria deles, para atingir o objetivo, não escolhem os meios, utilizavam a forma de sistema. E quanto maior era esse desejo, sem exceção, recorriam à medida drástica denominada guerra. Falando francamente, essa é uma grande artimanha homicida e ladroeira, e falando com exatidão é a grande figura do Mal.

Entretanto, ao contrário disso, existem pessoas merecedoras de respeito que, por detestarem a medida do Mal, através do amor e da compaixão, querem salvar as pessoas da infelicidade, sacrificando até mesmo a sua própria vida, como se arrependerem desse ato. Portanto, este é o herói do Bem e ainda hoje sobressai‑se brilhantemente na História; passe-se quantos séculos for, são idolatrados por muitos homens e mulheres de bem, sendo do conhecimento de todos que são numerosas as pessoas que abraçam esse ensinamento. E se consideramos que o primeiro tipo é o herói do Mal, podemos dizer que o segundo é o herói do Bem. Entretanto, tanto um como o outro, em relação aos méritos deixados para a humanidade, existem pontos difíceis de serem determinados de maneira uniforme, mas isso porque, sendo profundo o plano de Deus, é completamente difícil de ser medido com a inteligência humana.

Agora, a maioria das pessoas que viram os Solos Sagrados de Atami e Hakone que estou construindo, principalmente os não-membros, dizem: "O senhor é igual a Hideyoshi”, e eu respondo o seguinte. “Realmente, ao ver a situação em que estão sendo construídos os prédios e os jardins, com um arrojado planejamento, é possível pensar dessa maneira, mas a base disso é completamente diferente. Isso porque Hideyoshi, sem dúvida, realizou um empreendimento em grande escala na construção de jardins o edifícios, uma cultura artística que coloriu a Era Momoyama e, principalmente, a Cerimônia do Chá, a qual ordenou a Rikyu que completou a parte de hobby da cultura do Japão e deixou inúmeros méritos que devem ser louvados, mas a força que conseguiu realizar tudo isso foi, sem dúvida, através da guerra que adquiriu; portanto, falando a verdade nua e crua, foi um homicídio e roubo, o que não dá para negar. Sem dúvida, trata‑se de um gênio heróico extraordinário, dotado principalmente de inteligência, e o grande talento de governar é inigualável, mas realmente foi um herói do Mal.” Quando o tal Ishikawa Uzaemon foi preso, ele praguejou o seguinte: "Eu sou um ladrão pequeno que não pode ser comparado com o Imperador. O Imperador é um grande ladrão que roubou o Império", e eu acho que existe uma lógica nisso. O seguinte que apareceu foi o tal Ieyassu, e ele também, falando rigorosamente, roubou o Império de Hideyoshi, e como tomou uma coisa que havia sido tomada, realmente, pode‑se dizer que é um herói do Mal. Contudo, quanto ao herói do Bem, não tenho nenhum ponto a criticar, mas não é que se possa elogiá‑lo totalmente. Isso porque o herói do Bem certamente deixou méritos grandiosos, salvou a humanidade, mas a maioria deles foi somente a parte de atividade espiritualista. A parte material foi bastante negligenciada, mas nesse meio foi construída por Shaka, em vida, a Terra do Paraíso, construída por Hozo Bossatsu, e a arte búdica criada por Shotoku Taishi. Parece que além desses não teve outros merecedores de atenção. Se bem que, como era uma época ainda não desenvolvida, é certo que não houve uma só pessoa sábia que manifestasse as duas forças, material e espiritual, a ponto de mover o mundo. Pensando dessa forma, as pessoas sábias, até o momento, estavam divididas em duas, que são o herói materialista e o herói espiritualista.

Contudo, no meu caso, posso dizer que sou uma pessoa que tenho os dois lados, não me pendendo para nenhum deles. Ou seja, espiritualmente sou o tipo do herói do Bem e materialmente o tipo do herói do Mal, só que esse último é somente o mal externo das coisas; o conteúdo é completamente diferente. Então, por enquanto, não faz mal que o que estou construindo agora seja comparado ao de Hideyoshi, mas um dia não será uma coisa pequena assim, não há dúvida de que o modelo Hideyoshi será ampliado mundialmente. Isso porque, há mais de dez mil anos atrás, Deus já havia feito uma plena preparação, e agora isso está para se concretizar passo a passo. Portanto, é engraçado eu mesmo dizer isso, mas pode-se pensar que eu sou uma pessoa do tipo grande herói, que jamais existiu no mundo.

Revista Tijyô Tengoku nº 37, 25 de junho de 1952"

O trecho acima consta da publicação "Rokan – Alicerce do Paraíso – Religião Vol. 2", editada e publicada pela vertente Igreja Messiânica Mundial do Brasil.


" ÉPOCA KAMAKURA (1192 A 1333)

Quando teve início esta fase, a escultura, que já havia começado a desenvolver-se, atingiu um alto nível de perfeição, principalmente as que foram influenciadas pela arte do budismo.

Apareceu, então, um famoso escultor, Unkei, grande mestre da época. Aconteceu, porém, que as guerras se intensificaram e o lado da cultura pacífica foi ficando adormecido.

Depois de certo tempo, contudo, um grande político, Hideyoshi Toyotomi (1585), conseguiu pacificar o Japão e, de repente, passou a existir um ambiente de alegria e felicidade e as artes afloraram novamente."

O trecho acima consta da publicação "A formação do povo japonês do ponto de vista espiritual", editada e publicada pela vertente Templo Luz do Oriente.