Educação

De Ooshin
Ir para: navegação, pesquisa


Há vários Ensinamentos de Meishu sama sobre temas recorrentes na Sociedade, e ele sempre nos dá uma visão de como é o ideal, na prática, de cada tema, de froma simples, mas profunda. Aqui, estão reunidos Ensinamentos referentes a Educação, onde Meishu Sama nos dá a base para a formação do Mundo de Miroku(nesta parte) e também um vislumbre de como será quando ele estiver concretizado em toda a sociedade.

Abaixo foram reunidos Ensinamentos de Meishu Sama sobre o tema.

Educação[editar]

O VERDADEIRO OBJETIVO DA EDUCAÇÃO

"Quanto à Educação, também está muito distante do verdadeiro caminho. Seu real objetivo é formar homens íntegros, isto é, homens que façam da justiça o seu código de Fé e se esforcem para aumentar o bem-estar social, contribuindo para o progresso e a elevação da cultura. Na situação atual, porém, até mesmo os que se formam nas melhores escolas superiores praticam crimes e outras ações que prejudicam a sociedade. Urge fazer algo para modificar essas condições.

O maior erro da Educação é ser totalmente materialista. Estamos cansados de dizer que, se ela não evoluir juntamente com o espiritualismo, não lhe será possível nem mesmo sonhar em atingir seu verdadeiro objetivo. Entretanto, como esse erro vem de longa data, estamos conscientes de que enfrentaremos muitas dificuldades se tentarmos eliminá-lo bruscamente.

O ideal espiritualista é fazer reconhecer a existência do espírito, o que significa fazer reconhecer a existência de Deus. Sem isso, o espiritualismo não teria fundamento. Naturalmente, a Religião encarregou-se disso até hoje, mas não obteve resultado visível, porque não havia uma religião com força suficiente para tanto. Nasceu, então, a nossa Igreja, dotada de força para fazer com que todos reconheçam o espiritualismo e com que a Religião e a Ciência caminhem lado a lado. Dessa forma, nascerá um mundo de eterna paz, onde todos poderão viver uma vida celestial. Se o progresso da cultura, por maior que ele seja, não promove, paralelamente, o aumento da felicidade, a culpa cabe ao próprio homem, que ficou preso apenas à cultura material. A humanidade precisa perceber isso o quanto antes."

Religião, Educação e Politica, 27 de agosto de 1949 (Alicerce do Paraíso pág. 281)


O BEM E O MAL

"O mundo apresenta um aspecto multiforme, com a mescla do bem e do mal. Tragédia e comédia, desgraça e felicidade, guerra e paz, tudo é impulsionado pelo bem ou pelo mal. Há homens bons e homens maus. Precisamos, portanto, ser esclarecidos sobre a existência de uma causa básica, determinante desses dois elementos. No momento, parece-me indispensável conhecê-la, e por isso desejo explicá-la.

Por uma inclinação normal, o homem odeia o mal e procura o bem. Com raras exceções, tanto os governos, como a sociedade ou a família, amam o bem, porque sabem que o mal não gera paz ou felicidade.

Há dois pontos a salientar na definição do bem e do mal."Homem bom é aquele que crê no invisível; mau é o que não crê." O primeiro crê em Deus: é espiritualista; o segundo, pelo fato de não O ver, não crê: é materialista.

A boa ação parte do amor, da compaixão ou da justiça social, isto é, do amor à humanidade. Há pessoas que praticam o bem por saberem que a boa ação produz bom fruto, e a má ação, mau fruto. Outras socorrem o próximo impelidas pela compaixão. Os quatro princípios do budismo - evitar o desperdício, ser moderado, fazer economia e tudo poupar - são práticas do bem. O desejo de ser simpático, gentil, fiel à profissão, almejar o benefício e a felicidade do próximo, render graças, manifestar gratidão e esforçar-se no sentido de agradar a Deus, também são práticas do bem. Ainda existem várias outras práticas, mas creio que essas sejam as mais comuns.

A má ação, produto do pensamento destrutivo fechado à existência Divina, justifica o delito, contanto que se consiga ludibriar os outros. Então, a fraude é praticada como ação perfeitamente normal; torturam-se inocentes, não importando se isso desgraça os homens e a sociedade, e chega-se até ao cúmulo da prática do homicídio.

A guerra é um homicídio coletivo. Desde a antigüidade, os homens considerados heróis provocaram guerras para conseguir poderes e satisfazer desatinadas ambições. Diz um provérbio: "O vitorioso domina o mundo, mas este o subjuga quando readquire seu equilíbrio." A História nos mostra o fim, quase sempre trágico, desses "heróis" que brilharam apenas temporariamente, como conseqüência natural do mal que cometeram.

Se fosse certo o conceito popular de que "não importa enganar, contanto que não se seja descoberto", seria até mais vantajoso e inteligente praticar toda espécie de maldades e viver luxuosamente.

O mal surge, ainda, da crença de que, após a morte, o homem retorna ao Nada; é a negação da vida após a morte, isto é, da vida no Mundo Espiritual.

Embora a sorte o favoreça durante algum tempo, a realidade evidente é que o faltoso está fadado à ruína. Aquele que comete delitos vive inquieto e atormentado pelo receio de ser preso. Sob a tortura da sua consciência acusadora, é induzido ao arrependimento, sendo freqüente o caso de criminosos que se entregam ou se alegram em cumprir a pena, porque assim adquirem tranqüilidade. Isto significa que sua alma, através do elo espiritual, está sendo censurada por Deus, seu Criador. Portanto, ao praticar o mal, mesmo que consiga enganar os outros, a pessoa não pode enganar a si mesma e muito menos a Deus Onisciente, ao qual todo homem está ligado por um elo espiritual. Por essa razão, jamais o crime compensa.

Existem pessoas que deixam de praticar ações condenáveis, entre outros motivos, por estes dois: por autodefesa, pois, apesar de pretenderem o mal, temem o descrédito da sociedade, e por covardia, não obstante desejarem os seus proveitos. Por outro lado, muitos praticam o bem por conveniência, sabendo que as boas ações conquistam simpatia e são compensadoras; ou melhor, praticam o bem na esperança de retribuição. Isso não passa de uma transação, pois essas pessoas vendem favores para comprar gratidão. Tais ações não oprimem o próximo nem afetam a sociedade, sendo melhores que as más, porém, não são verdadeiramente benéficas. Portanto, perante Deus, cujo olhar penetra no íntimo do homem, nelas não há honestidade. A dúvida quanto a isso é decorrente da superficialidade do ponto de vista humano. Essas atitudes são perigosas, próprias dos que não crêem no Ser Invisível; os que as praticam são levados, no momento oportuno, a cometer algum mal que possa passar desapercebido na sociedade.

Ao contrário, quem realmente crê em Deus, não se deixa ludibriar por "brilhantes perspectivas". Ainda que seja considerado um homem de bem, do ponto de vista terreno e objetivo, se o indivíduo não crê em Deus, situa-se na esfera do mal, visto estar propenso a transformar-se num mau elemento a qualquer instante. Por isso eu insisto: ter fé, crer naquele Ser Invisível, é o atributo essencial do autêntico homem de bem. Estou convencido de que nada, além da Fé, nos poderá salvar dos conceitos excessivamente desmoralizadores que caracterizam a época atual. Embora o homem continue criando leis, polícia, tribunais e prisões para impedir a ocorrência de crimes, tudo isso é como ele construir jaulas de ferro para animais ferozes, a fim de proteger-se do perigo. Dessa forma, os criminosos não estão recebendo tratamento apropriado a seres humanos. E haverá maior infelicidade para alguém do que terminar a vida descendo às condições de animal, quando foi criado como um ser superior a todos os demais?

"O homem se tranforma em animal quando se corrompe, e em ser Divino, quando se eleva." Esta é uma verdade secular. O homem é realmente um ser intermediário entre Deus e a besta. De acordo com esta verdade, o verdadeiro civilizado é aquele que se libertou do instinto animal. Creio que se pode conceituar o progresso da civilização como a evolução do homem animal para o homem Divino. E o lugar onde se reúnem homens Divinos poderá ser outro que não o PARAÍSO TERRESTRE?"

O Bem e o Mal, 25 de janeiro de 1949 - Alicerce do Paraíso pág. 198

Título

"Texto"

Fonte

Título

"Texto"

Fonte

Título

"Texto"

Fonte